terça-feira, 26 de julho de 2011

Teologia do Deus imperfeito, de Ricardo Gondim e Elienai Cabral

Teologia do Deus imperfeito, de Ricardo Gondim e Elienai Cabral

Por Leonardo Gonçalves


DEUS DE TÃO PERFEITO conheceu a plenitude do tédio. De tão cercado pelo idêntico a si mesmo, incapaz de dizer por que hoje não é apenas um reflexo de ontem, sem jamais ter sonhado com um outro dia, enfadado com a previsibilidade de um mundo impecável, inventou o amor. Ou seria, preferiu amar?[..] Deus, que do absoluto fugiu em desespero, que inventara o imperfeito, imperfeito se fez. Inventou-se entre os incertos. Aperfeiçoou a imperfeição. Humanizou-se entre humanos. De tão impreciso, despido das forças do absoluto, igualmente inapreensível, excepcionalmente frágil, tão vivo e tão morto, descortinou o absoluto como quem desnuda o que é mau. Imperfeito, salvou-nos da perfeição.

(Elienai Cabral)

Apesar da grande simpatia que tenho pelos teólogos existencialistas, os quais muitas vezes falam de teologia de modo mui apaixonado, me sinto impossibilitado de concordar com este texto do Elienai Cabral, no qual vemos um relato de um Deus impotente, escrachado, medíocre e pequeno, discurso totalmente contaminado pelo tal “teísmo aberto”,”teologia relacional”, ou ainda “impossibilismo”. É óbvio que a terceira nomeclatura é rejeitada pelos “teólogos abertos”, mas é a isso que ele conduz: impossibilismos.

Negando a soberania de Deus sobre os assuntos humanos, a presciência dos fatos e a onipotência divina, o teísmo aberto, teologia difundida no Brasil por Ricardo Gondim, Ed René Kvitz e Elienai Cabral, tira Deus do cenário e coloca um ‘espantalho’ em seu lugar.

Sei que os ensaios espiritualistas como este podem parecer poeticamente atrativos, mas as heresias que recheiam suas linhas são extremamente nocivas, e precisam ser combatidas.

Acerca dessa falsa teologia, Tomas C. Oden, em uma edição da revista americana Chistianity Today, declara:


“Conceber tal fantasia (um Deus finito e mutável) é incorrer em uma espécie de engano teológico cuja sutileza é maior do que se pode imaginar no que tange às explicações e conseqüências que tal conceito impõe à fé cristã”

O Deus que se abriu a um futuro desconhecido, este que segundo Elienai Cabral, se fez imperfeito… tão humanizado que deixou de ser divino, essa abstração teológica pregada por Gondim e Cia Ltda simplesmente não existe. Jamais existiu! Ao menos, não nas páginas da bíblia.

Meu amigo, o Deus da bíblia em nada se parece com essa pseudo-divindade humanista feita sob medida para filósofo ateu. O Deus bíblico é despótico, soberano, onipotente e onisciente. Ele não se abriu a nenhum futuro desconhecido: Ele sabe o fim desde o começo!


Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade. - Isaías 46.9-10

Louvado seja Cristo, o kyrios despotes – Soberano Senhor – aquele cujos projetos não falham, que vela pela sua palavra para que se cumpra, e que infalivelmente cumprirá tudo que prometeu.

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Postou Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão

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