segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Destituição e Graça

 


Romanos 3:23 ao 24
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus


Nessa passagem das escrituras nos vemos que todos os homens pecaram e estão destituídos da glória de Deus, ou seja nos cristãos era-mos inimigos de Deus Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Romanos 5:10
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Romanos 1:30 
e alvo da sua ira e como o salario do pecado e a morte Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.Romanos 6:23
nos estávamos mortos . nenhuma pessoa condenada a morte ia desperdiça sua vida por ai como fazia-mos e como fazem os perdidos eles não se importa se eles vão comparecer diante do Grande Juiz no dia final para um acerto de contas e para cumpri sua sentença. mais nos fazia-mos isso por que por que nos e-ramos depravados .
Mais quando a Graça do nosso senhor Jesus Cristo nos escolheu  e nos salvou da condenação eterna do pecado nos fomos feitos amigos de Deus e alvos da sua bondade e misericórdia
Muitos podem dize que  isso aconteceu pois  eles escolheram toma essa decisão bem se isso aconteceu por sua livre e espontânea vontade sem intervenção de Deus isso seria uma causa para você se glória mais isso ia contra a palavra de Deus ia conta o Soli Deo Gloria. bem agora eu te pergunto que vontade que ação que sonhos que desejos tem uma pessoa morta eu lhe respondo nenhuma pois uma pessoa morta não pensa não age ela simplesmente esta nun sono eterno que somente Deus e sua graça pode  te desperta desse sono eterno e dessa prisão pois enquanto e-ramos do mundo nos e-ramos escravos os prazeres e conseqüentemente do pecado e do nosso inimigo. com isso  vemos que o homem morto não tem livre arbítrio não tem como ele se glória-se em si mesmo e sim somente em Jesus Cristo que morrendo pelos seus eleitos deu-lhes uma nova vida. muitos poderiam dize como assim eleitos Deus não morreu por toda humanidade eu lhe digo com toda a certeza e sem sombra de duvidas não. ai alguns podem fala então você esta dizendo que o sangue de Jesus não tem pode suficiente e para salva toda humanidade eu digo que tem mais  como Deus enviaria seu filho para morre por quem não que nada com ele. alguns vão dize então você diz que Deus destinou a maioria das pessoas a perdição eu digo não pois na palavra de Deus diz que não tem prazer na morte do ímpio antes prefere que ele se arrependa e que tudo foi criado para um propósito  ate o ímpio para o dia do castigo
Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade,--Tito 1:1
Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. ---1 Pedro 1:2 
 Mais como esta escrito no verso 24 que nos fomos justificados gratuitamente pela sua graça pois outra pessoa pagou sua pena e morreu em sua lugar você esta livre. pois Jesus te comprou e pagou  o preço por tua liberdade.
quão glorioso seria se os cultos e os louvores de hoje fossem totalmente centrado em cristo e na sua graças, não haveria lugar para as doutrinas humanas , pois a graça de Jesus seria o centro Jesus seria o centro e não doutrinas criadas por homens  e nos poderíamos vive a plenitude da vida cristã escrita em Atos 2.

Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria

O Desígnio e a Causa da Salvação - Calvin Gardner



Pela eternidade passada e pela eternidade futura Deus deseja receber toda a glória de tudo que Ele faz (Êx. 34:14; Isa 42:8; 48:11; Rom. 11:36; I Cor 10:31). Na realidade a ninguém outro, senão a Deus o Todo Poderoso, é devido toda a glória nos céus e na terra. A glória de Deus é a prática dos seres celestiais agora (Sal 103:20; Isa 6:1-3) e para todo o sempre (Apoc 4:11; 5:12). Essa glória não vem de uma necessidade de Deus pois Ele não necessita de nenhuma coisa (Atos 17:25) mas é simplesmente um desejo e direito particular (I Cor 1:26-31; Ef. 2:8-10).

A obediência é abençoada gloriosamente pois ela glorifica Deus (Rom. 4:20,21). A obediência desejada é entendida tanto antes do pecado (Gên. 2:16,17) quanto depois (Deut. 10:12,13). Pela obediência da Sua Palavra, Deus é glorificado. Essa observação contínua é o dever de todo o homem (Ecl 12:13).

A desobediência da lei de Deus é pecado (I João 3:4; 5:17) e é o que provoca a separação eterna da presença de Deus (Gên. 2:17; Rom. 6:23). O pecado é uma abominação tamanha justamente por não intentar dar glória a Deus (Núm. 20:12,13; 27:14; Deut. 32:51). O pecado é iniqüidade a Deus e em nenhuma maneira glorioso.

Desde o começo da Sua operação com os homens, Deus requer uma obediência explícita. Essa obediência desejada tem o fim de O glorificar. A maldição no jardim do Éden (Gên. 3:14-19, 22-24) foi expressada por causa do homem não colocar o desejo de Deus em primeiro lugar (Gên. 2:17; 3:6). A destruição da terra pela água nos dias de Noé (Gên. 6:5-7) foi anunciada sobre todos os homens por eles servirem a carne e, nisso, não glorificaram a Deus (Mat. 24:38). A história bíblica mostra o povo de Deus sendo castigado repetidas vezes, um castigo que continua até hoje, por uma razão maior: adorar outros deuses (Jer 44:1-10). A condição natural do homem é abominável diante de Deus justamente por ele não ter o temor de Deus diante de seus olhos (Rom. 3:18). A condenação final do homem ímpio será simplesmente por causa do homem não ter Deus nas suas cogitações (Sal 10:4), desprezar toda a Sua repreensão (Próv. 1:30) e por não se arrependerem para dar glória a Deus (Apoc 16:9). Foi dado outro tanto de tormento e pranto à Babilônia por causas de glorificar a si (Apoc 18:7). Deus nunca dará a glória devida a Ele a outro (Isa 42:8). Ao Deus da glória (Atos 7:2), o Pai da glória (Efés. 1:17) é devida toda a glória para todo o sempre (Fil. 4:20; I Tim 1:17).

Quando chegarmos ao assunto da salvação não podemos procurar de modificar o desígnio eterno de Deus. Na doutrina da salvação Deus não está procurando dar uma glória ao homem. Pela salvação tratar dos seres humanos e o estado eterno deles não quer dizer que Deus não deseja receber a glória deste tratamento.

A salvação tem o propósito de trazer glória eternamente a Deus, e, essa glória na salvação, é por Jesus Cristo para todo o sempre (Rom. 16:27; II Cor 4:6; I Pedro 5:10). Pelo decorrer deste estudo entenderemos melhor como cada fase da salvação exalta Cristo desde a eleição que foi feita em Cristo (Efés. 1:3,4) à santificação que traz os eleitos a serem semelhantes a Cristo (I João 3:2). Cristo é a semente incorruptível pela qual os salvos são gerados de novo (I Pedro 1:23-25). Cristo é o caminho sem o qual ninguém vai a Deus (João 14:6). Cristo é a verdade em qual o pecador deve crer para ser salvo (João 3:35,36). É a imagem de Cristo a qual os salvos são transformados (Rom. 8:29) e por Cristo os salvos são conservados (Judas 1). Os frutos de justiça, são por Jesus Cristo, e, por isso, para a glória e louvor de Deus (Fil. 1:11). Não existe uma operação sequer na salvação que não glorifica Deus pelo Filho unigênito. Não deve ser segredo, tanto na realização da salvação quanto na condenação dos pecadores, Deus é, e sempre será, eternamente glorificado por Cristo (João 5:23; 12:48; II Cor 2:15,16; Fil. 2:5-11).

Existem muitos erros nas crenças de muitas igrejas e crentes já neste ponto inicial sobre o propósito da salvação. Muitos querem colocar as bênçãos que o homem recebe pela salvação como sendo os objetivos divinos na salvação. Mesmo que é uma verdade que a criação nova feita na salvação é maior e mais gloriosa do que a primeira criação relatada em Gênesis; mesmo que é verdade que a salvação é de uma condenação horrível; mesmo que é verdade que pela obra de Cristo na salvação Satanás é vencido e, mesmo que pela salvação moradas celestiais estão sendo feitas no céu, todas estas verdades são resultados da salvação e não as causas dela. Muitos confundem o eterno lar, o fruto do Espírito Santo, a vida cristã diante do mundo ou a igreja cheia de alegria como os desígnios da salvação. Mas, o estado final da salvação não deve ser confuso com o objetivo dela, nem os efeitos com as causas. Deus não tem propósito de dar a sua glória ao outro, inanimado, animado ou mesmo um salvo, mas, somente a Ele (Isa 42:8). Como em tudo demais que Deus faz, a salvação centra em Deus e em sua glória e não nos benefícios do homem. Os efeitos que a salvação produz não são as causas da salvação ser programada por Deus.

Se, em nosso entendimento desta maravilhosa doutrina da salvação, a ênfase for colocada em qualquer maneira nas bênçãos que o homem recebe e não na glória de Deus, o nosso entendimento é falho neste respeito e devemos buscar as bênçãos de Deus para que Ele nos endireita para adorarmos a Ele como Ele deseja, em espírito e em verdade (João 4:24).

A Causa da Salvação – (Efésios 1:3-6) - Deus

Apoc 1:8

A salvação começa com Deus, e isso, “antes da fundação do mundo” (Efés. 1:3,4; II Tess 2:13; Apoc 13:8). Por causa de não existir no princípio um homem sequer, junto com a sua vontade, nem o ministério dos anjos ou a pregação da Palavra de Deus - a salvação começou com o que era no princípio: Deus (Gên. 1:1). Deus é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim (Apoc 1:8, 11). Deus é a primeira causa de tudo, um conceito reservado para o divino (Rom. 11:36). Porque? “Ó Pai, porque assim te aprouve.” (Luc 10:21).

Entendendo a situação deplorável do homem (Gên. 6:5; Rom. 3:10-18) podemos entender que a fé em Cristo é “obra de Deus” (João 6:29). É necessário lembrar-nos que o assunto deste estudo é a salvação e não a condenação. Os condenados pela justiça santa de Deus só podem culpar a sua própria cegueira espiritual e amor pelo pecado. Nunca podem responsabilizar a Deus pela condenação (Ecl 7:29). Os salvos, de outra maneira, somente têm Deus para louvar pela salvação (II Tess 2:13).

O Bom Prazer da Sua Vontade - Efés. 1:11

A vontade de Deus é a expressão do prazer de Deus. A vontade de Deus não pode ser diferente da Sua natureza, portanto, ela é soberana (não influenciada pelas forças terceiras), santa (pura, imaculada, inocente), poderosa (Ele pode desejar o que Ele deve) e imutável (nada pode impedi-la ou muda-la).

É a Sua vontade que motiva as Suas ações (Efés. 1:11, "faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade"). Na esfera dos Deuses o verdadeiro Deus se destaca, pois, somente Ele faz "tudo o que lhe apraz" (Sal 115:3). O que foi criado, nos mares e em todos os abismos, é atribuído a ser criado por que Deus quis (Sal 135:6, "tudo o que o SENHOR quis, fez"). A eleição em Cristo que foi programada antes da fundação do mundo e a predestinação para os Seus serem filhos de adoção por Jesus Cristo são tidos como sendo "segundo o beneplácito de Sua vontade" (Efés. 1:4,5); "segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos" (II Tim 1:9). Tudo o que é envolvido no assunto da salvação é "segundo a Sua vontade" (Tiago 1:18). Deve ser notado que o amor e a graça de Deus fazem parte de Deus e conseqüentemente a salvação, mas não serão tratados como causas da salvação em particular pois podem ser considerados melhor num estudo detalhadamente sobre a própria vontade de Deus.

É lógico que seja a vontade de Deus uma causa da salvação pois a vontade de Deus é uma parte essencial da sua natureza expressando-a e sendo tudo que Deus é. "Falhamos em entender a origem de qualquer coisa quando não voltamos à vontade soberana de Deus" (Pink, The Atonement, p. 22). Se Deus é antes de todas as coisas (Col. 1:17), a sua vontade é também antes de tudo que existe e acontece. Aquele que sucede e é efetuado no mundo é o que o SENHOR dos Exércitos pensou e determinou (Isa 14:24, "O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará"). Muito além da Sua vontade ser um tormento, é confortadora. Deus fazendo as Suas obras conforme o bom prazer da Sua vontade conforta o santo na sua tribulação. O servo Jó confiou na vontade de Deus na sua tristeza e foi confortado (Jó 23:13, "O que a Sua alma quiser, isso fará"). A mesma vontade que nos salva é aquela que garanta-nos o aperfeiçoamento da salvação até o memento que estamos na presença do Salvador no céu (João 6:39,40). Tal conhecimento da vontade de Deus traz paz ao salvo.

Tudo que Cristo precisava fazer pessoalmente para efetuar a salvação foi em submisso à vontade de Deus (Heb 10:7; Mat. 26:39). Tudo que os outros fizeram com Jesus durante o Seu tempo na terra, sim, até a traição de Judas, o julgamento injusto e a crucificação vergonhosa foi "pelo determinado conselho" de Deus (Atos 2:23). Ninguém fez mais nem menos do que a completa vontade de Deus. Podemos não entender este ponto, mas a verdade revelada pela Palavra de Deus pode ser maior que a nossa capacidade de entende-la. Devemos acata-la pela fé (Heb 11:1,6).

Mesmo que incluímos a vontade de Deus como parte da causa da salvação devemos frisar que a vontade de Deus não é a própria condenação ou a salvação mas uma parte íntegra de ambas. Há meios que Deus usa para efetuar a sua vontade e estes meios serão tratados posteriormente.


A Sua Presciência - I Pedro 1:2

A palavra ‘presciência’ (em grego: prognosis, #4268. Usada somente em Atos 2:23 e I Pedro 1:2) não é idêntica à palavra ‘conhecer’ (em grego: proginosko, # 4267. Usada em Atos 26:5; Rom. 8:29; 11:2; I Pedro 1:20 e II Pedro 3:17) mesmo que é relatada a ela. A palavra ‘presciência’ tem mais do que um mero conhecimento prévio de fatos embutido nela. É claro que Deus conhece todas as coisas e todas as pessoas pois ele é onisciente. Todavia a palavra ‘presciência’ também tem um entendimento de preordenação ou uma preparação prévia (Thayer’s Léxico. Citado em Simmons, p. 211, Inglês). A presciência de Deus não somente conhece tudo, mas determina tudo em relação à salvação: O nascimento de Cristo (Gal 4:4), a morte de Cristo pelas mãos injustas (Atos 2:23; 4:28), as pessoas a serem salvas (I Pedro 1:2, "os eleitos"), o envio da mensagem a estes (Atos 18:10) e a hora que crêem (Atos 13:48). Tudo foi segunda a Sua ordenação explicita que, por sua vez, é segundo a Sua vontade que é eterna (II Tess 2:13,14; Rom. 9:15,16). É nesse sentido de preordenação, que a salvação é segundo a presciência de Deus.

Deus conhece os Seus intimamente com um amor especial e a palavra ‘presciência’ indica isso. A presciência que Deus tem do Seu próprio povo quer dizer Sua complacência peculiar e graciosa para com Seu povo" (Comentário de Jamieson, Fausset, e Brown, citado pelo Simmons, p. 241, Português). Por ter um amor especial, Deus age para com os Seus em maneiras especiais (Deut. 7:7,8; Jer 31:3; Rom. 9:9-16; I João 4:19). No sentido de preordenação, os eleitos são especialmente e intimamente amados antemão. É nessa maneira eles são determinados em I Pedro 1:2 de serem eleitos "segundo a presciência de Deus".

Há os que determinem que a vontade eterna de Deus é baseada naquilo que vem livremente do homem: a sua vontade. Isso séria de basear a salvação divina no conhecimento anterior que Deus tem de algumas ações do homem. Se a vontade de Deus é baseada na ação que Deus conhecia antemão que um homem faria é verdade que o conhecimento da ação do homem veio antes da própria vontade de Deus. Mas como temos estudado, Deus é antes de todas as coisas, e, em verdade "todas as coisas subsistem por Ele" (Col. 1:17). A salvação do pecador não é baseada na vontade do homem, mas na de Deus (Efés 1:11). O novo nascimento "não vem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:13; Rom. 9:16). Por isso, quando consideramos a causa da salvação, tanta a vontade soberana e a presciência de Deus são contempladas. Os eleitos "segundo a presciência" de Deus são os que foram eleitos ‘em’ a presciência de Deus (Simmons, p. 211, Inglês). Os eleitos são chamados não segundo as suas obras, mas, "segundo o Seu próprio propósito e graça" que foi-lhes dado em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos (II Tim 1:9).

A presciência, contudo, não anula que o homem tem uma escolha na salvação. Os mandamentos de Deus para com o homem e as promessas de Deus em resposta às ações do homem confirmam que o homem tem responsabilidade pessoal. Todavia, a presciência garanta que os eventos preordenados serão feitos, até mesmo pela ação livre do homem. A referencia de Atos 2:23 e as múltiplas profecias sobre a vinda, vida, morte, ressurreição de Cristo, a implantação da sua igreja no mundo e os eventos que chamamos ainda de ‘futuros’ são provas que a presciência garanta eventos predeterminados sem anular a ação livre do homem.

Aqueles que Deus não conheceu intimamente (Mat. 7:23) são os condenados. Devemos frisar que estes não são condenados por não serem especialmente conhecidos antemão por Deus, mas por praticarem a iniqüidade. São eternamente julgados por não buscarem a justiça de Deus pela fé (Rom. 9:31-33). O inferno é para os que "não se importaram de ter conhecimento de Deus" (Rom. 1:28). A Bíblia diz claramente que "o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá" (Prov. 1:25-32). Os "entenebrecidos no entendimento" são verdadeiramente separados da vida de Deus. Essa separação não é pela eleição, mas, biblicamente, "pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração" (Efés. 4:17-19). Os salvos são recipientes da misericórdia e da graça de Deus segundo a Sua vontade e trazidos ao arrependimento e a fé em Cristo (Jer 31:3; Rom. 9:14,15; Efés. 2:5-9). Os salvos têm somente a Deus, Seu amor e a Sua vontade para louvarem eternamente. Os não salvos não são recipientes da misericórdia e da graça especial de Deus e são condenados pelos seus pecados (Rom. 6:23). Eles somente podem culpar o seu próprio pecado pois são estes que separam-se de Deus (Isa 59:1-3). Os condenados têm somente a sua incredulidade para os acompanharem pela eternidade (João 3:18,19). Devemos lembrar-nos que o propósito da salvação, que já estudamos, não é nem a salvação ou a condenação do homem, mas a própria glória de Deus. Tanto a salvação quanto a condenação operam para este fim (Prov. 4:16). A presciência faz parte da causa da salvação e não da condenação.


A Soberania de Deus - Efés. 1:11

A palavra soberania significa: 1. Qualidade de soberano. 2. Poder ou autoridade suprema de soberano. 3. Autoridade moral, tida como suprema; poder supremo. 4. Propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior. 5. O complexo dos poderes que formam uma nação politicamente organizada (Dicionário Aurélio Eletrônico).

Quando falamos da soberania de Deus entendemos a qualidade de Deus desejar e fazer o que lhe apraz. É o exercício da Sua supremacia (C. D. Cole, citado em Leaves, Worms ..., p. 120) ou a expressão da sua santa independência. A soberania de Deus deve ser considerada como parte da causa da salvação juntamente com a sua vontade e preordenação. É a vontade soberana que é relacionada com a Sua presciência, e, é o Seu poder soberano que determina que a Sua vontade seja realizada (Isa 46:10,11, "O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade"; 55:10,11, "fará o que me apraz"; Daniel 4:35; Atos 2:23). Que Deus é tido como soberano é claro pelos versículos seguintes (Jó 23:13; Sal 115:3; 135:6; Lam 3:37,38; Isa 14:24; 45:7; Isa 46:9,10; João 19:11; Rom. 11:33-39). Deus é soberano na salvação pois Ele não é obrigado a salvar qualquer das suas criaturas rebeldes. A Sua soberania na salvação é entendida pelo Romanos 9:18, "Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer." (Veja também Efés. 2:7-11). Deus, pelo soberania, faz o Teu povo chegar a Si (Sal 65:4) e isso, voluntariamente (Sal 110:3).

"Deus não é somente soberano, mas também é amor. Soberania isolada pode ser fria e dura. Amor isolado pode ser fraco. Deus não é frio e duro nem fraco. Ele é tanto Todo-Poderoso quanto cheio de amor. A soberania de Deus assegura que tudo que aconteça a nós é para Sua glória e o amor de Deus assegura que tudo que aconteça a nós é para o nosso bem." (Maggie Chandler, Leaves, Worms, Butterflies and T. U. L. I. P. S., p. 70)

A soberania de Deus, em relação a causa da salvação junto com a sua vontade e presciência, é um assunto que vai além do entendimento do homem. A soberania de Deus pode ser considerada uma parte daquele que é encoberto e que pertence somente ao SENHOR. Porem, aquela parte da soberania de Deus que é revelada pela Palavra de Deus, é para nós e deve ser abordada (Deut. 29:29). Mesmo assim que deve ser estudada, nem tudo revelado nas Escrituras é entendido facilmente. Há coisas para nós inescrutáveis (Jó 42:3), insondáveis (Rom. 11:33) e mais do que podemos contar (Sal 40:5). Mesmo que nunca alcançaremos os caminhos de Deus ou chegaremos à perfeição do Todo-Poderoso (Jó 11:7), toda essa glória não deve nos cegar de ter fé no que as Sagradas Escrituras revelam de Deus. O homem pode não entender tudo sobre a Deus junto com a Sua vontade, a Sua presciência e Soberania (Mat. 20:13-15), mas em nenhum instante isso justifica o homem a julgar ou replicar a Deus (Rom. 9:14-21) e nem ser ignorante do assunto. Se vamos andar da maneira reta diante de Deus, precisaremos andar pela fé com os fatos revelados (Heb 11:1,6). O assunto da soberania de Deus pede que exercitamos essa fé.

A justiça e o amor de Deus são envolvidos na salvação mas não propriamente como a causa dela. A justiça pede a condenação dos pecados (Gên. 2:7; Ezequiel 18:20; Rom. 6:23) e não a salvação. O amor de Deus é o que trouxe Cristo para ser o Salvador (João 3:16; Rom. 5:6-8), todavia estamos tratando não o ato da salvação mas a sua causa.

A Escravidão da Vontade Humana - Calvino - (1509-1564)

A Escravidão da Vontade Humana - Calvino - (1509-1564)



Já vimos que o pecado tem domínio não somente sobre a raça humana em geral, mas sim sobre toda a alma individual; agora vamos considerar se perdemos a liberdade completa, e se qualquer partícula dela ainda sobrou, que utilidade ela tem para nós.





C. H. SPURGEON: Agora e no Dia Eterno - C. H. Spurgeon

C. H. SPURGEON: Agora e no Dia Eterno - C. H. Spurgeon


A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.
2 Pedro 3.18

O céu estará repleto dos incessantes louvores ao Senhor Jesus. A Ele seja a glória. O Senhor Jesus é "sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Hebreus 5.6). A Ele seja a glória. O Senhor Jesus é Rei para sempre! Rei dos Reis e Senhor dos senhores, o Pai da Eternidade! A Ele seja a glória para sempre. Seus louvores nunca cessarão. Aquilo que foi comprado com sangue tem de subsistir, enquanto durar a imortalidade. A glória da cruz não pode ser eclipsada. O brilho do sepulcro e da ressurreição não pode ser ofuscado. Ó Senhor Jesus, Tu serás bendito para sempre! Enquanto espíritos imortais viverem — enquanto o trono do Pai permanecer — a Ele seja a glória.

Crente, você tem antecipado aquele tempo em que se reunirá aos santos no céu, atribuindo toda a glória ao Senhor Jesus; porém, você O está glorificando agora? As palavras do apóstolo são: "A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno". Esta será sua oração hoje: "Senhor, ajuda-me a glorificar-Te.

Eu sou pobre; ajuda-me a glorificar-Te por meio de meu contentamento. Estou necessitado; ajuda-me a honrar-Te por meio de minha paciência. Eu possuo talentos. Ajuda-me a exaltar-Te, usando-os para a tua glória. Eu tenho tempo; Senhor, ajuda-me a remi-lo, a fim de que possa servir-Te. Tenho um coração para sentir; Senhor, faze com que ele não sinta qualquer amor, exceto o teu e não brilhe com qualquer chama, exceto com a afeição por Ti.

Tenho uma mente para pensar; Senhor, ajuda-me a pensar em Ti. Tu me puseste neste mundo com algum propósito. Senhor, mostra-me qual é este propósito e ajuda-me a torná-lo o meu propósito de vida. Não posso fazer muito; todavia, assim como a viúva que ofertou suas pequenas moedas, que eram tudo o que ela possuía, também lanço o meu tempo e a eternidade em teu tesouro. Sou todo teu. Toma-me e capacita-me a glorificar-Te agora, em tudo o que digo, tudo o que faço e com tudo o que tenho"

Jonathan Edwards: No que Consiste a Santidade? Jonathan Edwards

Jonathan Edwards: No que Consiste a Santidade? Jonathan Edwards


Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus.

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentar" em particular...



A Vontade de Deus ou a Vontade do Homem? - Mark R. Rushdoony | O PRINCIPAL DOS PECADORES

A Vontade de Deus ou a Vontade do Homem? - Mark R. Rushdoony | O PRINCIPAL DOS PECADORES: "ny"



Eu recebi a maior parte da minha educação em escolas arminianas, do livre-arbítrio. Sou grato pelo impacto que elas tiveram sobre mim, e pelo espírito cristão genuíno e amoroso daqueles aos pés de quem assentei.

Embora eu agora (como então) discorde fortemente da teologia deles, não questiono a sua sinceridade e devoção. Poucos homens são inteiramente consistentes em seu pensamento. Ainda menos são capazes de ver a implicação desse pensamento. Um dia, ao pé do trono, seremos todos consistentes e conscientes. Até então, devemos desafiar uns aos outros, especialmente aqueles que pensamos estarem persuadidos por terrível erro.

Uma área na qual a igreja moderna precisa ser desafiada é na área de sua soteriologia (doutrina da salvação). O liberalismo e o modernismo podem ser facilmente reconhecidos, pois negam as origens sobrenaturais da Fé. É uma filosofia naturalista que rejeita a transcendência de Deus e de Jesus Cristo, e coloca a confiança na bondade humana e em seus movimentos progressivos.

É uma fé humanista que vê o indivíduo e a sociedade como o foco da religião organizada. A visão liberal de Deus e do homem depende da visão liberal de autoridade na religião (Cornelius Van Til, The Case for Calvinism, 1968, xii). Esse ponto de visão liberal de autoridade na religião é centrado num Jesus Cristo muito humano, que é despido do miraculoso, e até mesmo de Suas palavras nos evangelhos, ao capricho de eruditos incrédulos. O Cristo histórico é remodelado pela fé naturalista do modernismo. Ele se torna o símbolo da ideologia deles, não o Salvador de suas almas.

A igreja do século vinte não teve poder para deter o crescimento do modernismo por causa da sua prévia adoção do Arminianismo, que eleva a vontade e a razão do homem para levar a justiça de Deus ao tribunal da razão; eles desafiam ousadamente os oceanos profundos dos mistérios divinos (Christopher Ness, An Antidote Against Arminianism [1700], Still Waters Revival Books, 1988, 1). Se a vontade e a razão do homem podem decidir os méritosda Palavra de Deus (que é toda uma história redentora) e livremente escolher entre Cristo e a rebelião, baseado nas operações dessa vontade e raciocínio, então o que pode impedir a vontade e a razão do homem de decidir os méritos e livremente escolher a validade da Escritura ou sua atual aplicabilidade? Os arminianos não vão necessariamente tão longe, embora suas igrejas tomem a bola do livre-arbítrio e corram com ela precipitadamente em direção ao modernismo. Por conseguinte, os fundamentalistas acham-no necessário para enfatizar apropriadamente as doutrinas cardinais da Fé.

Assim, eles evitam o naturalismo e seu humanismo implícito em favor da deidade de Cristo, a ênfase sobre a obra redentora de Cristo, e a infalibilidade da Escritura. Mas a posição dos fundamentalistas foi um dedo na represa que eles ajudaram a fissurar pela sua incorreta aderência ao livre-arbítrio como uma doutrina da Escritura. Os modernistas estendem o livre-arbítrio e a razão, enquanto os fundamentalistas restringem-no à redenção humana. Estranho o suficiente, ao tomar sua posição contra o liberalismo, os fundamentalistas defendem a soberania de Deus na revelação e preservação de Sua Palavra, mas não na salvação do homem.

História do Conflito

O Arminianismo e o Calvinismo começaram bem antes dos seus homônimos nos séculos dezesseis e começo do dezessete. As questões são tão velhas quanto o confronto de Pelágio e Agostinho no quinto século. Pelágio, imitando o paganismo, alegava que o homem não tinha nenhuma natureza pecadora e, por conseguinte, tinha uma vontade que era perfeitamente livre para obedecer a lei de Deus e crer. Agostinho respondeu que o pecadooriginal tinha corrompido de tal forma a natureza do homem, que ele era incapaz de responder à lei ou evangelho de Deus. A graça é necessária para que aqueles predestinados pela eleição de Deus exerçam a fé, a qual, dizia Agostinho, vem da graça de Deus, não da vontade do homem. (Esse é um ponto crucial. A crítica mais transparentemente equivocada do Calvinismo é a acusação que ele nega o papel da vontade do homem na fé. Ele nega a vontade do homem tanto quanto o Arminianismo nega a vontade de Deus. A questão que cada sistema responde de forma diferente é: Qual vontade é determinante na salvação, a de Deus ou a do homem?) O Pelagianismo foi totalmente rejeitado como heresia pagã mediante a influência de Agostinho.

Um novo ensinamento logo tentou tomar o meio-termo entre Pelágio e Agostinho. João Cassiano promoveu um sistema que chegou a ser chamado de Semi-Pelagianismo. Ele concordava que o pecado original corrompeu o homem, mas alegava que uma graça universal estava disponível a todos que tornavam seu exercício sobre o livre-arbítrio possível. Mesmo nisso, eles deram primazia à vontade, e não à graça. Eles afirmavam que sou eu quem deve estar disposto a crer, e a parte da graça de Deus é ajudar nisso (Steele and Thomas, The Five Points of Calvinism, 1976, Presbyterian and Reformed Publishing, 20).

A Reforma rejeitou tanto o Pelagianismo como o Semi-Pelagianismo. A soberania de Deus, a depravação e incapacidade total do homem e a eleição incondicional foram sustentadas não somente por Calvino, mas também por Lutero, Zwínglio, Bullinger e Bucer, enquanto Melancthon adotou mais tarde o Semi-Pelagianismo. A soteriologia da Reforma não era apenas justificação pela fé sem obras; ela compartilhava a visão bíblica de Agostinho com respeito à incapacidade do homem e a graça de Deus. Dessa forma, o Calvinismo é freqüentemente chamado de teologia Reformada.

O Semi-Pelagianismo foi revivido por Tiago Armínio. Em 1610, um ano após sua morte, seus seguidores publicaram um remonstrance (protesto) ao Estado da Holanda. Ele continha cinco pontos e exigia que a Confissão de Fé Belga e o Catecismo de Heidelberg fossem mudados para se conformarem a esse pensamento arminiano. O Sínodo de Dort de 1618 rejeitou a teologia e a exigência arminiana. E decidiu responder a cada um dos cinco distintivos do Arminianismo com cinco pontos correspondentes, que são conhecidos por nós como os cinco pontos do Calvinismo. Eles são

1) depravação total,
2) eleição incondicional,
3) expiação particular ou limitada,
4) graça irresistível, e
5) perseverança ou segurança eterna dos santos.

O Grande Contraste

As diferenças entre Calvinismo e Arminianismo são fundamentais, pois eles diferem sobre a natureza de Deus e do homem. O Calvinismo prega um Deus que Ele mesmo salva pecadores, enquanto estes estão mortos em seus pecados; o Arminianismo prega um Deus que torna a salvação possível.
O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o chamado são todos para as mesmas pessoas; o Arminianismo deve distinguir a eleição de Deus como se referindo àqueles que respondem, Sua redenção como se referindo a toda a humanidade, e o Seu chamado como se referindo a todos os que ouvem o evangelho. O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o chamado salvam homens que recebem o dom da fé para expressarem a regeneração determinante do Espírito Santo. O Arminianismo ensina que a obra de Deus prepara o caminho para a vontade determinante do indivíduo.

O Calvinismo vê a fé como um dom; o Arminianismo vê a mesma como um ato da vontade livre e consciente do homem. O Calvinismo sustenta que a graça de Deus somente salva o homem; o Arminianismo sustenta que a graça de Deus coloca o mecanismo (a expiação de Cristo) num lugar onde possa salvar. Para o arminiano, Deus na eternidade aguarda o resultado da vontade soberana do pecador. Para o calvinista, Deus decreta, redime, proclama, chama, justifica, santifica, preserva e defende os Seus; o homem é passivo, exceto quando Deus o desperta para responder por Seu Espírito.

A fé arminiana é centrada no homem; por conseguinte, a religião arminiana é centrada no homem. Então, o evangelho é a soma do trabalho do homem. Não é coincidência que o dispensacionalismo e seu desprezo efetivo de grande parte da Escritura tenha ganhado rápida aceitação nas igrejas arminianas. Se a decisão do homem é suprema, deve haver uma obsessão interminável pela pregação voltada para a vontade do pecador, e não pela pregação da Palavra. A ação cristã foi reduzida a pregar o evangelho do livrearbítrio.

Santidade e justiça foram reduzidas ao subjetivismo do pietismo, pelo qual, uma vez mais, a vontade e a razão do homem (embora supostamente guiada pelo Espírito Santo) escolhe seu próprio caminho de dever para com Deus. A vontade e a razão, primeiramente entronizados no caminho arminiano para a justificação, ainda exclui a santificação do arminiano. A piedade subjetiva tende a governar nas igrejas arminianas, a menos que um líder carismático ou ditador supra a autoridade artificial. Porque a vontade do homem é elevada pelos arminianos, a Escritura (o que resta dela após as destruições do dispensacionalismo) é depreciada. Assim diz o Senhor é arrogantemente respondido com “Mas eu penso…”. Os fundamentos da Fé estão em constante recuo diante dos ataques da demanda do homem para aumentar a autonomia de sua vontade e razão.

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