quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Imagens para meditar [5] - Humor Cristão


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Guarde as mensagens no coração e as imagens em seu computador! =)

Voltemos ao Evangelho: [REFORMANDA - SOLA SCRIPTURA] Kevin DeYoung - A Doutrina da Escritura

[Reformanda] SOLA SCRIPTURA


Ao fim da segunda carta de Pedro, bem no meio de um último lembrete a respeito de crescer em piedade, encontramos dois memoráveis versos que ajudam a formar uma doutrina cristã da Escritura.

Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu. Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles. (2 Pedro 3.15-16)

De certa forma, nesses dois versículos Pedro está apenas dizendo “Paulo concorda comigo nesse assunto da santidade, não com os falsos mestres”. Mas ao dizer isso, Pedro faz declara algumas verdades cruciais sobre a Escritura. Vamos destacar quatro delas.

1. Nós vemos que os escritos apostólicos estavam sendo colocados lado a lado com o canon do Antigo Testamento como Escritura autoritativa. O verso 16 diz que algumas pessoas estavam distorcendo as cartas de Paulo, assim como faziam com o resto das Escrituras. A palavra em grego usada aqui é graphe. Ela ocorre 49 vezes no Novo Testamento, e em todas elas, se refere às Escrituras do Antigo Testamento. É notável que Pedro, escrevendo por volta de 60 d.C., coloca os escritos de Paulo lado a lado com o Antigo Testamento como igualmente autoritativo.

Mais ainda, Pedro nem mesmo tenta defender essa forte afirmação. Em sua mente, ele está afirmando o óbvio. Não é algo discutível. Pedro não precisava convencer essas igrejas de que os escritos de Paulo eram tão autoritativos quanto as Escrituras do Antigo Testamento. Aparentemente, eles já reconheciam isso, assumiam isso, e tratavam os escritos de Paulo dessa forma. Então quando Pedro se refere no verso 15 à sabedoria dada a Paulo, ele provavelmente está falando da inspiração divina, não que o homem de Tarso era uma cara inteligente.

2. A Escritura pode ser difícil de entender. Os cristãos, ao longo dos séculos, tem tido grande conforto no verso 16, onde Pedro admite que há algumas coisas nos escritos de Paulo que são difíceis de entender. Mesmo Pedro, o grande Apóstolo, o primeiro de muitos na igreja primitiva, reconhecia que há algumas partes difíceis na Bíblia. Nem tudo é coisa simples.

Os cristãos sempre acreditaram no que é chamado de “perspicuidade da Escritura”. Isso significa que a Escritura é clara – é possível entendê-la. Mas a doutrina da perspicuidade nunca implicou em dizer que todas as partes da Escritura são igualmente óbvias ou igualmente importantes. Perspicuidade significa que as partes principais são as partes mais óbvias. Significa que a mensagem da salvação é clara. Significa que os assuntos mais básicos e centrais da narrativa bíblica são claros, mesmo que você não seja o mais esperto, mesmo se você não recebeu muita educação, mesmo se você é uma criança. Todos nós podemos entender que Jesus é o Messias, que nós precisamos nos arrepender, crer em Cristo e obedecer seus mandamentos. Isso tudo é muito claro. Mas não significa que tudo é claro. Algumas partes requerem muito estudo. Algumas partes requerem atenção especial. Algumas doutrinas são complicadas. Algumas partes da Bíblia são muito difíceis. Basta perguntar a Pedro sobre Paulo.

3. O outro lado desse Segundo ponto é que mesmo as partes difíceis da Bíblia tem interpretações certas e erradas. Note, Pedro não diz “Algumas coisas em Paulo são difíceis de entender. Então, quem sou eu pra dizer o que é certo e o que é errado? Todos nós temos uma interpretação.” Não, ele diz “algumas coisas são difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem para sua própria destruição”. Pedro não pensava que só porque algo era difícil, não poderia haver uma resposta certa para esse problema. Alguns cristãos tem uma certa preguiça mental. Eles desonram a Palavra, e o Deus da Palavra, com sua rápida acomodação na terra do “sei lá” e “não é uma questão de salvação, então, quem se importa?”. Eles dizem “entender a doutrina da eleição é difícil. Chegar a uma conclusão sobre homossexualismo é difícil. Chegar a algum lugar sobre os papéis dos homens e das mulheres é impossível.” Assim, desistimos e aceitamos que nenhuma interpretação pode ser melhor que outra. Pedro, por outro lado, não tem medo de dizer que a presença de alguns textos difíceis não exclui a presença de interpretações corretas e interpretações erradas.

4. Algumas interpretações erradas podem te matar. Existe algum espaço para discordância entre os cristãos em alguns assuntos. Vemos isso claramente em Romanos 14. Não precisamos ser travados em qualquer assunto discutível. Mas em alguns assuntos, interpretações enganadas não são apenas erradas, elas são mortalmente erradas. Os falsos mestres dos tempos de Pedro estavam distorcendo a Escritura para sua própria destruição. Eles citavam a Escritura, mas não corretamente.

Eu já estive em debates onde os dois lados estavam usando a Bíblia. E, algumas vezes, acontece de boas pessoas se confundirem e pensarem “Bom, se os dois estão usando a Bíblia, os dois devem estar certos.” Mas Pedro sugere que você pode usar a Escritura, mas usá-la de uma forma enganosa, infiel e distorcida na verdade te leva a cair. Nem toda questão é tão séria, mas certamente quando estamos discutindo se o povo de Deus deve ou não buscar vidas santas, ou se o pecado sexual deve ou não ser levado a sério (2 Pedro 2), nós estamos discutindo uma questão central do Cristianismo. Assim, distorcer a Bíblia para permitir chamar um pecado de bênção e chamar aqueles que se opõe ao pecado com todo tipo de nome que termina com “fóbico” é torcer a Escritura para sua própria destruição.

Por Kevin DeYoung. © The Gospel Coalition. Website: thegospelcoalition.org
Tradução: Iprodigo.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você Está Disposto a Dizer Sim ao Não de Deus?




Carlos Moreira

Na vida, a gente acaba colecionando mais o erro do que o acerto, mais a tristeza do que a alegria, mais a queda do que a conquista, mais o não do que o sim. Saudosista que sou, acabei lembrando que, antes de compreender estas verdades, tinha dificuldades com o texto de Eclesiastes que diz “melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração”.

Creia-me, não há nenhum masoquismo sádico na frase do filósofo. Trata-se apenas da constatação de que o sofrimento e a dor podem, em certas circunstâncias, produzir algo de bom para a vida. De fato, nunca vi nenhum empresário sentar-se introspectivo para analisar o porquê do sucesso de um grande negócio. Mas tenho visto alguns que assim o fazem quando suas empresas vão a banca rota. Não tenho encontrado pessoas quebrantadas em lugares festivos, mas percebo-as cabisbaixas em funerais ou em visitas a doentes terminais.

É muito difícil encontrar o riso fácil na vida de uma mulher solitária ou mesmo o entusiasmo num quarentão desempregado. No fundo, a vida é feita mais de não do que sim, e isto, tenha certeza, pode produzir valor e significado a existência. Mas esta não é uma mensagem para os nossos dias, sobretudo nos círculos religiosos. A teologia da prosperidade está aí para contradizer tudo isto que eu estou pregando. Ninguém está disposto a dizer que a dor, a dificuldade, o fracasso e até a solidão podem produzir frutos extraordinários para a consciência das pessoas de tal forma a materializar no caminho um proceder diferente.

As Igrejas do nosso país estão cada vez mais amontoadas de gente em busca de um “deus” que só diga sim. Ligo a televisão e fico estupefato com as loucuras que estão sendo pregadas nos canais ditos “evangélicos”. Em termos de literatura a desgraça não é menor. Livros com aberrações doutrinárias estão aí sendo vendidos aos milhares com promessas calcadas no trinômio: vitória, sucesso e felicidade.

Mas a nossa realidade existencial é outra. Temos vivido num país onde tudo é muito precário e difícil. As pessoas pobres desta nação há muito não vivem mais, apenas empurram os dias para frente desafiando a sorte e a morte. Elas não moram com dignidade, não possuem assistência médica, não se sentem seguras, não tem acesso à educação, o crédito é concedido a taxas de juros escandalosas... Onde está então a prosperidade? Eu lhes digo: nas contas bancárias dos “bispos”, “pastores”, “apóstolos” e outros feiticeiros do sagrado!

Diante de tantos problemas, de tantos “nãos”, fica fácil entender porque as pessoas estão correndo para estas “fábricas de ilusões”, para estes lugares de engano e estelionato. Por isso, encham-se os salões, os galpões e os palácios eclesiásticos. Digam ao povo o que o povo quer ouvir! A verdadeira mensagem caducou, foi superada, caiu no desuso pela falta de “resultados”. O “evangelho” de hoje, que desgraça, não é o da graça, pois tem preço, não é “de graça”. Quem paga mais leva, e todo mundo fica feliz. A lógica perversa do “capitalismo eclesiástico” é a seguinte: o povo quer “consumir” e os “sacerdotes” querem “vender”. E Deus? Ora, Deus parece estar disposto a fazer qualquer coisa para manter o “mercado da fé” aquecido e, desta forma, nem se importa de distribuir um milagre aqui e outro acolá.

Diante de tudo isso, quero apenas lhe fazer uma pergunta: você está disposto a dizer sim ao não de Deus? Você está disposto a mudar planos já concebidos, adiar projetos pré-aprovados, desviar por rotas inusitadas, cancelar o negócio, desfazer a compra, terminar o relacionamento, suspender a viagem, dar ouvido a consciência, desprezar as emoções, submeter-se às Escrituras? Deus é Deus de sim, e Paulo diz que “em todas as suas promessas existe o sim”. Mas, saiba: Deus também é Deus de não!

Eu creio que há, pelo menos, 3 situações na vida em que Deus diz não. Vou utilizar o texto de Hebreus 12 para me ajudar na construção hermenêutica do meu raciocínio. Assim, fica a pergunta: Quando é que Deus diz não?

Em primeiro lugar, Deus diz não quando eu estou disposto a obedecer a qualquer custo. Hb. 12:5 “...filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;”. Ora, isso faz todo o sentido, pois, se eu não estou disposto a obedecer, pouco importa aquilo que Deus está dizendo! Jean Paul Sartre afirma: “é sempre fácil obedecer quando se sonha comandar”. Se eu é que comando a minha própria vida, que importa o que Deus diz, pensa, sente, ou sonha a meu respeito?

A verdade é que nossa geração é atrelada a resultados, pois somos “medidos” por aquilo que realizamos; temos metas, métricas, objetivos, números a alcançar, custos a reduzir, lucros a aumentar. Forjados sob esta mentalidade capitalista, imaginamos que Deus também está em busca de produtividade. “Quantas pessoas você ganhou este mês para Jesus? De quantos cultos participou? Quanto deu de oferta? Em quais ministérios este envolvido?”. E por aí vai... É uma lógica atrelada à produção, não a adoração! Disse o profeta Samuel ao Rei Saul: “acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifício quanto a que se obedeça a Sua palavra?” E concluiu: “o obedecer é melhor do que o sacrificar”.

Sabe o que quer dizer isto? Que Deus não está medindo o quanto você faz, mas o porquê você faz. Ele não está contabilizando as suas ações, mas as suas intenções. Ele não está somando o seu esforço, a sua produtividade, mas a sua capacidade de se ajustar a Sua vontade a partir de uma ressignificação de sua consciência, de uma mudança de mentalidade – da “igreja-fábrica”, com vários “executivos dando ordens e exigindo metas, para a igreja-Corpo de Cristo, onde apenas o Senhor dá as ordens, pois Ele é o cabeça da Igreja.

Em segundo lugar, Deus diz não quando as circunstâncias não vão produzir bem e paz para a minha alma. Hb. 12:10 “pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade”. Lembrei de Balzac: “os acontecimentos são assuntos que nossas almas convertem em tragédia ou em comédia”. Se aprendermos a confiar, saberemos que mesmo a tragédia pode se converter em festa, pois “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

É fato que desde nossa infância nossos pais nos corrigem e nos ensinam aquilo que julgam ser o melhor para nós. Mas nem sempre aquilo que eles avaliam ser o melhor é, de fato, o melhor. Já com Deus, é diferente. Deus não se dobra aos nossos caprichos; Deus não se comove com nossos choramingos; Deus não se deixa influenciar por nossas chantagens. Ele sabe o que é melhor, pois está vendo o “quadro” por completo, enquanto nós temos apenas parte da visão. É por isso que o profeta Isaías diz: “os meus pensamentos são mais altos que os vossos pensamentos”.

É muito bom para mim saber que Deus conspira o tempo todo para me fazer o bem. Lembro de Habacuque: “mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação”, ou seja, mesmo que tudo dê errado, e que a lógica se transforme em loucura, que a razão se dessignifique e que a esperança sucumba, ainda assim, tenho convicção que há Deus no céu, e que Ele me ama e fará o melhor a meu respeito!

Finalmente, Deus diz não quando os meus caminhos estão em desacordo com os dEle. Hb. 12:13 “e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado”. Tenho visto como as pessoas buscam andar por seus próprios caminhos. Elas fazem seus planos, traçam suas metas, fazem suas escolhas, investem recursos, e, ao final de tudo, raramente, perguntam a Deus: “o que você acha disso?”. Por isso tanto desencontro, tanta separação, tantos negócios falidos, tanta dor, tanto desespero, tanta aflição de alma, tanta angústia, pois, conforme Isaías, “os meus caminhos não são os vossos caminhos...”.

Mas quem quer mesmo ouvir o que Deus tem a dizer? Quem está disposto a fazer a Sua vontade? Jesus afirma: “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda este é o que me ama...”. As pessoas me perguntam: “pastor, como faço para saber a vontade de Deus?”. E eu lhes pergunto: “você está mesmo disposta a fazer o que Ele mandar?”.

Deus fala de formas diferentes com cada um de nós. Usa a Sua Palavra, fala em nosso coração pelo Seu Espírito, usa pessoas próximas as nós, circunstâncias, Sua própria criação, mas quando não queremos obedecer, temos de nos render a citação do grande Heráclito “o caminho para cima e o caminho para baixo são sempre os mesmos”. É que não raro, nem mesmo a combinação de todas estas coisas elencadas é suficiente para nos demover de algo que queremos realizar. Nestas situações, tenho visto, o resultado final é sempre trágico. E o pior é que nós ainda temos a petulância de dizer: “mas Senhor, eu orei tanto por isso”. Aí, digo eu: durmam os pastores com um “barulho” desse...

J.C. Ryle - Santidade: Santificação Prática e Encontros

Voltemos ao Evangelho





TRECHO DO PREFÁCIO DO LIVRO


Quanto mais envelheço, mais me convenço de que a verdadeira prática da santidade não recebe a atenção que merece e que, lamentavelmente, existe um padrão de vida cristã muito baixo entre muitos mestres ilustres da religião em nosso país. Ao mesmo tempo, estou cada vez mais convencido de que o esforço zeloso de algumas pessoas bem-intencionadas em promover padrões mais elevados de vida espiritual não é feito “com entendimento” e provavelmente causa mais dano do que benefício. Deixe-me explicar o que quero dizer.


É fácil reunir multidões para os chamados encontros de “vida elevada” ou “consagração”. Qualquer um que tenha observado a natureza humana, tenha lido as descrições dos acampamentos americanos e estudado o curioso fenômeno das “afeições religiosas” sabe disso. Discursos sensacionais e empolgantes de pregadores estranhos ou de mulheres, música alta, salões quentes, barracas lotadas, rostos com a expressão de fortes sentimentos semi-religiosos durante vários dias, dormir tarde da noite, reuniões demoradas, confissão pública de experiências — todas essas coisas juntas são bem interessantes e parecem benéficas. Mas será que esse benefício é real, tem raízes profundas, é sólido e duradouro? Essa é a questão, e gostaria de fazer algumas perguntas em relação a isso.


Aqueles que freqüentam esses encontros transformam-se em pessoas mais santas, mais humildes, mais altruístas, mais bondosas, mais calmas, mais abnegadas e mais semelhantes a Cristo em seus lares? Tornam-se mais contentes com a sua própria posição econômica e ficam mais livres dos desejos impacientes de obter coisas diferentes daquelas que Deus lhes tem dado? Seus pais, mães, maridos, parentes e amigos percebem que eles estão se tornando mais agradáveis e mais fáceis de lidar? Essas pessoas conseguem desfrutar de um domingo tranqüilo e dos meios tranqüilos da graça, sem barulho, emoções intensas ou agitação? E, acima de tudo, estão crescendo no amor, especialmente no amor para com aqueles que não concordam com eles em cada pormenor de sua religião?


Estas são perguntas sérias e perscrutadoras e merecem ser consideradas com seriedade. Espero estar tão ansioso para promover a santidade prática quanto qualquer outro neste país. Admiro e reconheço, de boa vontade, o zelo e a seriedade de muitos, com os quais não posso cooperar, que estão tentando promover a santidade. Mas não posso negar minha crescente suspeita de que esses grandes “movimentos de massa” do momento, apesar do objetivo aparente de promover a vida espiritual, não tendem a promover a religião em casa, a leitura pessoal da Bíblia, a oração pessoal, a aplicação particular da Bíblia e um caminhar pessoal e diário com Deus. Se eles possuem algum valor real, deveriam levar as pessoas a serem melhores maridos e esposas, melhores pais e mães, melhores filhos e filhas, melhores irmãos e irmãs, melhores patrões e patroas e melhores empregados. Entretanto, gostaria de provas evidentes de que eles têm feito isso. Só sei que é bem mais fácil ser cristão em um recinto bíblico em meio às canções, às orações e a outros cristãos simpáticos, do que ser um cristão consistente em um lar sem harmonia, sem diálogo, afastado da cidade e longe de recursos. No primeiro caso, temos as disposições naturais a nosso favor, no segundo, não podemos ser crentes comprometidos sem a graça de Deus. Infelizmente, muitos dos que hoje em dia falam sobre “consagração” parecem ignorar os princípios elementares dos oráculos de Deus sobre a “conversão”.


Encerro este prefácio com o triste sentimento de que muitos daqueles que o lerem, provavelmente, não concordarão comigo. Compreendo que os grandes ajuntamentos do chamado movimento de “vida espiritual” são muito atraentes, especialmente para os jovens. Estes, naturalmente gostam de fervor, agitação e entusiasmo; eles perguntam: “Que mal há nisso?” É preciso aceitar que existem opiniões diferentes. Quando eu era jovem como eles, talvez pensasse da mesma maneira. Quando eles forem velhos como eu, é provável que concordem comigo. Concluo dizendo a cada um de meus leitores: exercitemos o amor ao julgarmos uns aos outros. Em relação àqueles que pensam que a santidade deve ser promovida a partir do chamado movimento “de vida espiritual” moderno, não tenho outro sentimento, senão amor. Se eles trouxerem algum benefício ficarei grato. Em relação a mim mesmo e àqueles que concordam comigo, peço-lhes que retribuam os opositores com amor. O último dia nos dirá quem está certo e quem está errado. Por enquanto, estou bem certo de que demonstrar amargura e frieza em relação àqueles que, por motivo de consciência, recusam-se a trabalhar conosco é provar que somos ignorantes na questão da santidade verdadeira.


J. C. Ryle
STRADBROKE
Outubro de 1879











Por J.C. Ryle (1816 - 1900) - primeiro Bispo de Liverpool da Igreja da Inglaterra.


Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor


Disponibilizado pela Editora Fiel

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eis nos aqui Deus

Senhor:

Muitos inventar pretexto para não esta na Tua presença

Muitos deixar o cansaço toma conta

Muitos deixam a frieza Espiritual se apossa

Muitos deixam a preguiça de apossa

Muitos pensa que são feitos de açúcar

Muitos não querem aceito o Teu chamado

Muitos se deixa domina-se pelos prazerem que o mundo oferecer

Mais eis que eu Ti digo Senhor enquanto muitos se deixam leva pela vontade da carne

Eu quero fazer Tua vontade

Eu quero mergulhar no Teu Espírito

Eu quero mim encher de Ti

Eu aceito o Teu chamado

Eu aceito esta na Tua presença 24 horas por dia

Senhor eu sei que o Senhor só precisa de um só pra fazer uma revolução, eis que em meios de muitos que não querem ter compromisso com o Senhor também tem muitas que querem tem:

Comunhão com o Senhor

Muitos querem se encher do Teu Santo Espírito

Muitos querem te busca

Muitos anseiam por Ti

Muitos querem fazer a Tua vontade

Muitos querem mergulha no Teu Espírito

Muitos aceita o Teu chamado

E Eis aqui alguns desse muitos que querem viver o Teu verdadeiro evangelho, que querem mais de Ti

Eis aqui alguns deste muitos que decidiram, conquista esta naçao

Eis aqui o jovens conquistadores

Sei que o Senhor Só precisa de poucos para Revolucionar esta nação , para toma posse do que é nosso por herança

Eis nos aqui Deus Vivo

Eu sou um Homem




Hoje eu descobri que 
eu sou um homem 
sim um homem

que em alguns momentos sou forte
em outros sou fraco
em alguns momentos sou Humilde
em outros sou o orgulho em pessoa
em alguns momentos eu sou um homem bom
em outros momentos eu sou tão ruim que ate eu mesmo sinto nojo de mim
em certos momentos eu estou tão bem com Deus  que em tudo o que eu faço eu sinto sua aprovação
em outros eu estou tão afastado de Deus que ate  no meu fala eu me pego em pecado contra Deus
em alguns momentos me importo
em  outros simplesmente ignoro 
em alguns momentos me humilho, danço e canto para Deus
em outros me humilho , danço e canto para pra se aparecê para outras pessoas
Eu sou assim um humano com acertos e erros que mais erra do que acerta pois como esta escrito em

 " Romanos 7: 19 Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço."
eu não fiz esse texto pra me justifica pelo contrario pra  me condena e  expor os meus erros

e assim eu me pergunto eu faço isso por que eu sou humano ou eu faço isso por que não me entreguei completamente para Deus?

Eu ainda estou procurando a resposta dessa pergunta mais quando eu acha eu posto nesse Blog.... ate lá vou seguindo essas passagem 
"Romanos 7: 25 Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado."
 Eu sei que muitos não me entenderão, mais so que eu estou tentando alcança o nível Máximo da vida cristã , eu estou tentando se santo, mais e difícil, muitas vezes eu penso em para joga tudo pro alto e vive a vida loucamente, mais eu sei que no momento em que eu me entrega as vontade da carne, as vontade do mundo, e as vontade de satanás eu estarei perdido, por isso sigo crendo que as dores do mundo ja posso suportar e que o espírito que habita em mim e maior do que estar no mundo, mais como muitos sabem o caminho e estreito e eu me esforço a cada dia ,eu junto com o espírito santo de Deus, me esforço  para entra na porta estreita, pois sem Graça de Jesus Cristo eu não poderia nem chega a escreve esses texto.



A porta é estreita;

O caminho, apertado;
O chão, coberto de sangue;
Tire seus calçados; o lugar que você pisa é santo.


O que Permanece – C. H. Spurgeon


Para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Hebreus 12.27

Temos muitas coisas em nossa possessão que podem ser abaladas. É tolice para o crente depender dessas coisas, visto que não existe nada estável neste mundo. Mas temos certas coisas que não podem ser abaladas. Se as coisas abaláveis fossem todas removidas, você poderia obter consolação das coisas inabaláveis, que permanecerão. Não importa quais tenham sido as suas perdas, você desfruta de uma salvação presente. Você permanece aos pés da cruz de Cristo, confiando nos méritos do precioso sangue de Jesus. Nenhuma subida ou queda dos mercados pode interferir na salvação que você possui em Cristo. Nenhuma falência e nenhuma ruína financeira podem tocar nessa salvação. Você é um filho de Deus. Nenhuma mudança de circunstâncias pode roubar-lhe a salvação. Se você for despojado de muitos bens e cair em pobreza, pode afirmar: "Deus ainda é meu Pai. Na casa de meu Pai há muitas moradas; portanto, não ficarei perturbado".

Outra bênção permanente é o amor de Jesus Cristo. Aquele que é Deus e homem o ama com todo o vigor de sua natureza afetiva, e nada pode alterar isso. Nada deste mundo inquieta o homem, que pode cantar: "O meu amado é meu, e eu sou dele" (Cântico dos Cânticos 2.16). Não podemos perder nossa herança mais valiosa. Sempre que os problemas surgirem, permaneçamos firmes. Mostremos que não somos criancinhas que se abalam por aquilo que acontece nesta época fugaz. Nossa pátria é a terra de Emanuel, e nossa esperança está além do céu. Portanto, calmos como o oceano no verão, veremos a destruição de todas as coisas da terra e ainda nos regozijaremos no Deus de nossa salvação.

Santa Vocação - João Calvino


E nos chamou com santa vocação. (2Tm 1.9) Ele faz de nossa vocação o selo infalível de nossa salvação. Pois como a salvação foi consumada na morte de Cristo, assim Deus nos faz partícipes dela através de Cristo. Para magnificar essa vocação ainda mais, ele a qualifica de santa. Tal fato deve ser cuidadosamente observado, pois assim como temos de buscar a salvação exclusivamente em Cristo, ele também teria morrido em vão e a troco de nada caso não nos chamasse para participarmos desta graça. Portanto, mesmo depois de haver, com sua morte, nos granjeado a salvação, uma segunda bênção resta ser outorgada, a saber: que ele nos uniria em seu Corpo e nos comunicaria seus benefícios a fim de desfrutarmo-los.

Não segundo nossas obras. Ele agora chama a atenção para a fonte, quer de nossa vocação, quer de nossa salvação total. Não possuímos obras que sejam capazes de tomar a iniciativa em lugar de Deus, de modo que a nossa salvação depende absolutamente de seu gracioso propósito e eleição. Em ambos os termos - 'propósito' e 'graça' - há uma hipálage*, de modo que o segundo termo é considerado um adjetivo - "segundo o seu gracioso propósito". Ainda que Paulo geralmente use o termo 'propósito' no sentido de "o decreto secreto de Deus", o qual depende exclusivamente dele, o apóstolo, aqui, decide adicionar 'graça' com o fim de tornar sua tese ainda mais explícita e poder excluir completamente toda e qualquer referência às obras. A antítese, neste versículo, por si só é suficiente para deixar completamente claro que não há espaço algum para as obras onde reina a graça de Deus, especialmente quando somos lembrados da eleição divina, através da qual ele antecipou eleger-nos antes que viéssemos à existência. O mesmo tema é discutido mais amplamente em conexão com Efésios 1, e no momento toco nele mui de leve, já que o discuto mais amplamente ali.

A qual nos foi dada. Partindo da ordem do tempo, ele conclui que a salvação nos foi outorgada pela graça soberana, já que nada fizemos de antemão para merecê-la. Pois se Deus nos elegeu antes da fundação do mundo, então ele não poderia ter levado em conta obra alguma de nossa parte, porquanto nenhuma ainda existia e nós mesmos ainda não existíamos. A evasão sofistica, de que Deus fora influenciado pelas obras que previra, não demanda uma longa resposta. Que espécie de obras teriam sido essas, se Deus nos havia rejeitado, visto que a eleição propriamente dita é a fonte e origem de todas as coisas boas? Esse 'dar graças' de que ele faz menção, outra coisa não é senão a predestinação, pela qual fomos adotados como filhos de Deus. Gostaria que meus leitores se lembrassem disso, pois amiúde se diz que Deus nos 'dá' sua graça somente quando ela começa a operar eficazmente em nós. Aqui, porém, Paulo está tratando daquilo que Deus determinou consigo mesmo desde o princípio; portanto, o que ele deu às pessoas que nem ainda existiam é algo que fica completamente fora de qualquer consideração meritória, e o conservou em seus tesouros até chegar o tempo em que pudesse trazê-lo a lume pelo resultado de que Deus nada determina em vão.

Tanto aqui quanto em Tito 1, o apóstolo chama a inter-minável série de anos, desde a fundação do mundo [Tt 1.2], de tempos eternos. A engenhosa discussão sobre este assunto, que Agostinho suscita em muitas passagens, é estranha ao pensamento de Paulo; o que este quer dizer é simplesmente isto: "antes que os tempos iniciassem sua trajetória, desde todas as eras passadas." Além do mais, é digno de nota o fato de ele colocar Cristo como o único fundamento da salvação, porque fora dele não há nem adoção nem salvação para ninguém, como diz ele em Efésios 1.

A Falsa Religião do "Livre-Arbítrio" - Scott Price

1) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem NÃO é totalmente depravado e que ele possui plena capacidade para ir a Cristo ao usar seu livre-arbítrio, e que Deus aceitará essa pessoa por causa do exercício dessas habilidades. Note: Dizer que o homem NÃO é totalmente depravado significa afirmar que ele possui certa justiça própria digna de merecer algo da parte de Deus.

2) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Deus o escolhe baseado na observação futura do uso do livre-arbítrio — caso o homem escolha crer —, portanto , Deus elege um homem para a salvação sob a condição de que o livre-arbítrio previsto dessa pessoa escolha a Deus. Note: Dizer que a eleição é condicionada de alguma forma pelo homem é promover a salvação pelas obras, que é uma coisa má e autojustificadora.

3) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Cristo morreu universalmente por toda humanidade, sem exceção, e que depende do livre-arbítrio do homem tornar a morte de Cristo eficaz. Note: Dizer que a morte de Cristo NÃO é o diferencial entre céu e inferno é competir com o estabelecimento e a obra da justiça que Cristo obteve mediante sua vida e morte .


4) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem pode resistir à vontade de Deus a qualquer hora mediante vontade própria. Note: Dizer que o pecador pode resistir ao chamado eficaz, interno e atrativo do Espírito Santo de Deus — o mesmo poder que levantou Cristo dos mortos — é dizer que o homem possui mais poder que o próprio Deus .

5) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê ser capaz, mediante seu livre-arbítrio, voltar as costas para Deus e, como resultado disso, perder a salvação. Note: O problema com o adepto da teoria do “livre-arbítrio” é que, antes de tudo, ele não entende como a pessoa é salva, muito menos o tópico da preservação ou perseverança. Ele imagina ser alvo da salvação condicional, orientada por obras do princípio ao fim.


Esses cinco pontos — aos quais o adepto da teoria do “livre-arbítrio” da falsa religião se apega — são mentiras de Satanás, opostas à verdade divina. Deus diz que somos justificados pelo sangue e pela justiça imputada de Jesus Cristo, o Senhor. O falso evangelho parece existir em excesso no mundo hoje. Paulo disse em Gálatas 1:9: “Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Se Deus é absolutamente soberano e o autor da salvação eterna, então o livre-arbítrio é um mito. A Palavra de Deus declara dessa forma.

Se o adepto da teoria do “livre-arbítrio” está tão impressionado com seu livre-arbítrio, por que ele não o usa para parar de pecar? Ele não pode fazê-lo, pois não o possui! “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Romanos 9:16). Toda a glória irá para Deus na salvação de uma pessoa ou não haverá salvação. Deus é zeloso de sua glória e não a partilhará com nenhum adepto da teoria do “livre-arbítrio”. JAMAIS!
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