terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Oração, Chave do Avivamento



Nós, pentecostais, sempre estamos à procura de um avivamento. Todavia, na maioria dos casos, falta-nos o significado prático dessa expressão. O avivamento de hoje é profético que prático. Em outras palavras, esperamos um avivamento que não chega porque estamos esquecidos de seu elemento fundamental: a oração.

      O significado da oração tem variado com o passar do tempo. Para a Igreja primitiva, orar representava um ato de comunhão pessoal com Jesus. A oração era a única forma de conservar o relacionamento adquirido com Cristo em sua passagem pelo mundo. Então orar, era a única saída. Orar representava a forma de manter, ainda que oculto, o amor entre o Senhor e o seu discípulo. Orar era sinônimo de paz, alegria, fé e avivamento. Era uma forma de conservar viva a fisionomia do Senhor.

      Infelizmente, nem todos aprendemos assim. Para muitos de nós, oração é um sacrifício pesado, um dever imposto pela liderança. Ao contrário dos primeiros cristãos, às vezes oramos para o vazio. São poucas palavras, mecanicamente decoradas. Você já imaginou como seria chato encontrar um amigo durante 30, 40, 50 anos, que todos os dias lhe dissesse as mesmas palavras? Infelizmente é assim que Deus é tratado por muitos.

      Quando pensamos em avivamento, a oração deve ser a primeira investida. Mas, quantas horas do dia permanecemos orando? Quanto tempo ainda desperdiçamos com coisas que não edificam? Viver um avivamento pressupõe viver comprometido com o Reino de Deus. Avivamento é resposta de oração, mas de oração contínua, perseverante e sincera. Na verdade, o tempo que dispensamos, o modo como fazemos e a prática daquilo que oramos revelam nossa sinceridade na oração.

Intimidade com Deus

      A oração é o espelho de nossa verdadeira identidade espiritual. Não precisamos recorrer a outros métodos. É simples: se gostamos de orar, significa que gostamos de Jesus. Se nossa oração é formal, ainda não desfrutamos de sua amizade. Se apenas repetimos palavras, não há nada novo entre nós e Ele. Se oramos obrigados pelo líder, Jesus ainda é um estranho em nossa vida.

      Muitos querem o avivamento; mas ainda não entenderam que a oração é a chave de tudo. Alguns preocupam-se excessivamente com a "sua" igreja. Tratam-na como uma empresa, cheia de profissionais, relatórios, projetos e departamentos. Em suma: complicam, humanizam muito a Igreja e se esquecem da peça fundamental.

      Salvos os exageros, é impressionante o depoimento de homens que, uma vez vivendo a prática da oração, confessam terem conseguido mais desenvoltura em suas pregações - antes objeto de penoso e prolongado estudo. Sim, esses testemunhos são verdadeiros porque ao orar ficamos junto à fonte de toda inspiração.

      Se queremos avivamento, precisamos orar um pouco mais. Temos que, individualmente, fazer da oração nosso maior objetivo. Ela é a forma mais excelente de devoção. A partir dela, nascerão dons e ministérios. Então, quando nos reunimos, cada um será um vaso. Ficará fácil viver o avivamento, e este não será apenas mover de homens, mas acima de tudo o mover de Deus entre nós.

      "A prática daquilo que oramos revela nossa sinceridade na oração"

      A partir da oração nascerão dons e ministérios"

Fonte: Revista Pentecostes
Autor: Rui Raiol, membro da AD em Belém (PA), escritor e professor do Setad.




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